O possível impacto causado pelo vício em jogos de azar como o “Tigrinho” em casos de mortes na cidade foi debatido na reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara desta quinta-feira, 6 de agosto. Conforme relatos comentados pelos parlamentares, munícipes recorrem a empréstimos clandestinos com o “crime organizado” para saldar dívidas, que têm resultado em possíveis mutilações e homicídios provocados e até mesmo suicídios.
Os parlamentares também destacaram que a falta de iluminação pública adequada em diversas áreas da cidade e a ausência de lugares públicos convidativos para a socialização tem levado jovens ao isolamento, acarretando no crescimento do adoecimento mental. “Esse isolamento faz com que a pessoa acabe buscando o jogo no celular, que pode gerar o vício”, afirmaram. “Por isso é importante investir em locais públicos que permitam um maior convívio social, levando as pessoas para os parques”, acrescentaram.
Os vereadores consideraram que o vício em jogos de azar é um problema grave que precisa ser combatido por todas as instâncias de poder. Por isso, deliberaram dar início às tratativas para criar uma campanha de conscientização tratando sobre os perigos e impactos socioeconômicos dos jogos de azar, que envolverá a Escola Legislativa Paulo Freire da Câmara.
Fazem parte da Comissão de Segurança Pública os vereadores Costa Júnior (Podemos), presidente; Felipe Penedo (PL), vice-presidente, e Carlinhos do Grotta (PL), secretário.
São responsabilidades deste colegiado opinar sobre proposituras relativas à área, bem como promover estudos e reuniões sobre a criminalidade, a violência e a segurança pública, propondo medidas necessárias à melhoria da prevenção e proteção da comunidade; atuar junto às esferas governamentais a fim de implementar políticas de segurança pública no Município; e apresentar sugestões para o aperfeiçoamento da legislação municipal pertinente à segurança pública.
As deliberações podem ser conferidas em ata.
